A ação de despejo é um recurso legal utilizado por proprietários de imóveis para recuperar
a posse de uma propriedade quando o inquilino descumpre cláusulas contratuais ou
permanece no local após o término do contrato. Se você é proprietário ou inquilino,
entender como esse processo funciona é essencial para evitar problemas e proteger seus
direitos. Neste artigo, explicaremos tudo sobre a ação de despejo, os motivos mais comuns,
os passos envolvidos e como agir em cada etapa.
O Que é Ação de Despejo?
A ação de despejo é o procedimento judicial pelo qual o proprietário solicita a desocupação
de um imóvel alugado. Ela está prevista na Lei do Inquilinato (Lei 8.245/91), que regula as
relações entre locadores e locatários no Brasil. Esse processo é acionado quando o
inquilino não cumpre as obrigações do contrato de locação ou quando o proprietário
necessita reaver o imóvel por motivos específicos.

Ação de Despejo: O que é e como funciona no Brasil? Foto: Reprodução.
Motivos Mais Comuns para uma Ação de Despejo
Existem diversas situações que podem justificar uma ação de despejo. Os motivos mais
frequentes incluem:
● Falta de pagamento do aluguel: Quando o inquilino atrasa ou deixa de pagar o
aluguel e encargos, como IPTU ou condomínio.
● Fim do contrato sem desocupação: Se o contrato de locação termina e o inquilino
não deixa o imóvel.
● Uso indevido do imóvel: Quando o inquilino utiliza a propriedade para fins
diferentes do acordado, como transformar um imóvel residencial em comercial.
● Sublocação sem autorização: Alugar o imóvel a terceiros sem a permissão do
proprietário.
● Necessidade do proprietário: Quando o locador precisa do imóvel para uso
próprio, familiar ou para outros fins previstos na lei.
Como Funciona o Processo de Despejo?
O processo de despejo segue etapas bem definidas, que podem começar fora do âmbito
judicial e, se necessário, avançar para a justiça. Veja como funciona:
- Notificação Extrajudicial: O primeiro passo é enviar uma notificação extrajudicial
ao inquilino, solicitando a desocupação do imóvel de forma amigável. Essa
notificação deve ser clara, com prazo definido (geralmente 30 dias, dependendo do
caso), e pode ser feita por meio de cartório ou advogado. Essa etapa busca evitar a
necessidade de um processo judicial. - Ação Judicial: Caso o inquilino não desocupe o imóvel após a notificação, o
proprietário pode ingressar com a ação de despejo na justiça. O juiz analisará o
caso e determinará um prazo para a desocupação voluntária. Se o inquilino não
cumprir, pode ser solicitada a desocupação compulsória, que envolve o uso de
força policial, se necessário. - Cumprimento da Ordem de Despejo: Na desocupação compulsória, o oficial de
justiça, acompanhado de força policial, garante que o imóvel seja devolvido ao
proprietário. Esse é o último recurso, utilizado quando não há colaboração do
inquilino.
Direitos e Deveres de Proprietários e Inquilinos
Para evitar ações de despejo, é fundamental que ambas as partes conheçam seus direitos
e deveres. Proprietários devem garantir que o contrato de locação seja claro e siga as
diretrizes da Lei do Inquilinato. Já os inquilinos precisam cumprir o pagamento do aluguel
em dia, respeitar o uso acordado do imóvel e estar atentos às cláusulas contratuais.
Problemas como atrasos no pagamento ou descumprimento de cláusulas podem ser
resolvidos de forma amigável com diálogo e mediação. No entanto, quando isso não é
possível, contar com o apoio de um advogado especializado em direito imobiliário pode
fazer toda a diferença.
Dicas para Evitar Problemas com Locação
● Proprietários: Sempre elabore um contrato de locação detalhado, com cláusulas
claras sobre prazos, pagamentos e uso do imóvel. Realize vistorias periódicas e
mantenha a documentação em dia.
● Inquilinos: Leia o contrato com atenção antes de assinar, pague o aluguel em dia e
comunique qualquer problema ao locador de forma imediata.
● Ambos: Considere a mediação em casos de conflitos para evitar custos e desgastes
de um processo judicial.
Por Que Consultar um Advogado Especializado?
A ação de despejo envolve aspectos legais complexos, e cada caso tem particularidades
que exigem análise cuidadosa. Um advogado especializado em direito imobiliário pode
orientar sobre os melhores passos, desde a elaboração de notificações até a representação
em juízo, garantindo que o processo seja conduzido de forma eficiente e dentro da lei.
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